8 de abril de 2006

Semana!!

A semana

Nem parece que estamos em vésperas de feriado. E como estamos precisando!! De qualquer maneira, esta semana foi bastante cansativa e com muitas atividades. Finalmente habemus papa, pois o Excelentíssimo Juiz do Trabalho Substituto Odair Rodrigues da Rocha fez sua opção pela 1ª Vara do Trabalho de Jaboticabal, sendo esta sua primeira Vara como titular, confirmado pelo Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, com sede em Campinas, no dia 06.4.2006.

Ao mesmo tempo, corremos com a papelada para renovar o visto americano. Ana e eu teremos que ir a São Paulo em maio para a entrevista pessoal obrigatória no Consulado daquele país. Todo o agendamento é feito pela internet, de forma prática.


Tullio Santini
Na quarta-feira à noite, participamos da “1ª Quarta Eno-Gastronômica da Cucina de Tullio Santini”, em Ribeirão Preto, restaurante típico italiano já reconhecido pela revista “Quatro Rodas”, com massas frescas idealizadas pelo proprietário, além de diversos outros pratos maravilhosos. A carta de vinhos também é boníssima para qualquer ocasião. Com um pouco de chuva na estrada, chegamos ao “Tullio” por volta de 20h30min. O responsável pelo evento foi o Júnior, sommelier e maitre da casa, estudioso dos vinhos, interessado pela boa gastronomia, e dedicadíssimo não apenas ao trabalho, mas também à sua maravilhosa família. Sua a idéia foi harmonizar diversos pratos com vinhos chilenos e argentinos, com um resultado que superou qualquer expectativa! O custo foi simplesmente inacreditável, a R$ 85,00 por pessoa; iniciando com a salada de folhas verdes, salmão defumado e pêra (a fruta!), temperada com azeite e sal. Esta salada foi harmonizada com um Sauvignon Blanc chileno marcante. Passamos aos queijos, com quatro tipos dispostos em pequenos pratos e ligados a um Malbec argentino. Seguiu um prato de mezzaluneta com manteiga de tartufo e recheio de carne bovina, que serviu de contraponto ao Cabernet Sauvignon, e fechamos o jantar no risoto milanês e carne ossobuco, harmonizando com o Merlot chileno Salentein. A sobremesa veio na forma de sorvete de creme com raspas de limão e manjericão (isso mesmo!!) e um Late Harvest Terranova, de Pernambuco (Brasil). O Late Harvest é um típico vinho de sobremesa, da mesma família do Porto, Marsala e Sauternes. Por incrível que pareça, em virtude de cancelamentos de última hora, dividimos a mesa apenas com um outro casal, Fábio e Débora, residentes em Ribeirão Preto e que estão começando na arte da enologia... Depois de tudo isso, ainda estávamos em condições de retornar a Jaboticabal, onde chegamos por volta de 01h30min da madrugada. Valeu a pena, com toda certeza e esperamos que o Júnior organize novos eventos de mesma magnitude.


PY0AEB – Radioamador Brasileiro no Espaço.
O Tenente-Coronel Marcos Pontes sobrevoou o planeta centenas de vezes nestes últimos dias e está contando as horas para o retorno. Há algumas fotos dele neste blog, mas só consegui isso, pois os contatos realizados com alguns radioamadores foram muito poucos e geralmente em horários restritos. Baixei um programa da rede que permite acompanhar a órbita de diversos satélites, inclusive radioamadorísticos e usei para listar as passagens da Estação Espacial. Consegui gravar os sinais de packet (um protocolo de informação computadorizada) em formato MP3 no meu laptop, mas não obtive sucesso nos chamados, a despeito de tentar em português e inglês. Nos jornais, há muitas críticas a respeito desse evento, mas ainda acho que a iniciativa de mandar o primeiro brasileiro ao espaço trará mais lucros do que perdas, a médio e longo prazo.



Últimos vinhos
Nestes últimos dias consumimos alguns vinhos interessantes, acompanhando nossas refeições. Senão vejamos:

1) 1999 Hartford Vineyard Zinfandel Russian River Valley, Califórnia, USA. 90 Pontos/Outstanding - The Wine Advocate Magazine (Robert Parker); 5 Estrelas/Exceptional - Restaurant Wine Magazine; 93 Pontos/Escolha do Editor - The Wine Enthusiast Magazine. Conforme explica o site da empresa, são videiras plantadas há 90 anos em sete acres ao longo de Wood Road no Distrito de Sonoma. A produção é de aproximadamente 1,5 toneladas por acre e o terroir nos traz um apelo aromático de amoras doces e uma textura muito suave. A região é bem suprida de água, com solo de baixa fertilidade. O vinho produz aromas de amoras negras, tabaco suave e doce, pimenta e aniz, complementados com paladar remanescente de torta de amoras assada e especiarias, aniz e caramelo no final. Os taninos, conforme comprovamos, muito mais suaves do que esperávamos para um vinho que tem um ataque atraente e evolui muito bem na boca.


2) 2003 Fiano de Avellino Feudi di San Gregório, Itália, Campagnia. Uvas: Sorbo Serpico, Candida e Parolise. Solo: misto, de origem vulcânica com camadas de areia e cinzas vulcânicas. Colheita em outubro. Técnicas de vinificação: cachos colhidos a mão e selecionados; após a moenda, o processo de clarificação se dá por decantação a frio. A fermentação (não-malolática) se dá em aço inoxidável, com temperatura controlada. Envelhecem de quatro a seis meses nos recipientes de aço inoxidável, contendo 13% vol de álcool. Coloração amarelo-palha, elegantes aromas com tons de flores e frutas, notas minerais enriquecidas com aromas de resina e um toque de mel após evoluir. Na prova, é seco, fino, complexo, estruturado e balanceado ao paladar, com nariz ligeiro de pêra e pêssegos amadurecidos. Gambero Rosso dá Due Bicchieri para este vinho, que em minha opinião é um dos melhores brancos já provados, especialmente levando em conta o custo bastante apropriado. Na internet, encontrei algumas opiniões sobre este maravilhoso vinho: 1) Flores e nozes no nariz, com tons minerais e fruta na boca. Mais “mel” do que na última garrafa provada. Ideal para acompanhar ostras. 2) Oh, eu amo este vinho: a cor amarelo-ouro casa com o nariz de marzipan, pêssego e algo cítrico. Levemente ácido, macio e delicioso. 3) Nozes, amêndoas torradas. Componentes de flores e frutos na boca.

2 de abril de 2006

Danos do Acidente de Trabalho

Como servidor público, tenho o prazer de discutir variados temas com as autoridades às quais me subordino, constatando com alegria que ainda contamos com inúmeros profissionais com formação cultural e acadêmica digna. É um milagre que o Poder Judiciário no Estado de São Paulo, e no Brasil como um todo, praticamente sem recursos e sem pessoal, possa dar seguimento e tramitação a tantos processos. Não me refiro apenas a Justiça Estadual... Enfim, um dos debates recentes que mais chamou minha atenção foi aquele relacionado à competência para julgar processos cujo objeto fossem os danos decorrentes do acidente de trabalho. Em minha humilde avaliação como estudioso (embora não me julgue um), a Justiça do Trabalho não era (e ainda não é) competente para instruir e resolver tais casos. Faltando-me a verve de escritor, tive sorte ao encontrar o voto VENCIDO que ora reproduzo, num dos processos recebidos da Justiça Estadual, e faço dele o meu modo de expressão. Acredito que esta situação possa se resolver com nova Emenda, implementando as mudanças da forma que todos esperam, mas ao mesmo tempo, desespero-me com o despreparo do legislador brasileiro e com a quietude daqueles que interpretam e aplicam a Lei. Lembro-me de apenas um Juiz do Trabalho ter esboçado reação, logo diluída entre seus pares que desejavam, desde logo, firmar competência em prol da Especializada. Estou preocupado, como cidadão, com a manietação do Poder Judiciário a médio e longo prazo, e dou Graças a Deus por ter sido educado com os livros ao meu redor, para perceber que as coisas não andam muito bem. À guisa de conclusão, reporto-me ao texto do voto vencido mas não tenho a mesma expectativa do Juiz Revisor quanto a pacificação da matéria, ao menos no meio acadêmico. Na prática (já que, no Brasil, resolvemos as coisas assim) e infelizmente, a questão está superada. Paciência...
- Vitor Luis Aidar dos Santos -
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO APELAÇÃO COM REVISÃO

APELANTES: X
APELADA: Y

VOTO VENCIDO N° 5772

É apelo manejado contra sentença proferida em indenizatória acidentária fundada no direito comum.

Com o advento da Emenda Constitucional n° 45/2004, de 08.12.2004, publicada em 31.12.2004 e em vigor desde a publicação, o art. 114 da Constituição Federal passou a ter redação segundo a qual compete à Justiça do Trabalho. Processar e julgar as ações oriundas da relação de trabalho (inciso I), bem assim as ações de indenização por dano moral ou patrimonial decorrentes da relação de trabalho (inciso VI).

No primeiro momento da vigência da aludida emenda, a maioria dos operadores do Direito entendeu que, em razão da nova redação do art. 114 da CF, tornara-se competente a Justiça do Trabalho para processar e julgar inclusive as causas relativas a indenizações por acidente do trabalho fundadas no direito comum.

Juntei-me à minoria de então, esposando a posição segundo a qual, a despeito da redação resultante da emenda, continuava competente a Justiça Estadual para processar e julgar essas causas.

Isso por entender que a constituição Federal as especificara no art. 109, I, para delas afastar a competência dos Juízes Federais, e, por conseguinte, deveria tê-las igualmente especificado na nova redação do art. 114, para o efeito de atrair sobre elas a competência da Justiça do Trabalho.

O debate sobre o tema se anunciava renhido, prenunciando a multiplicação de recursos e até mesmo a de conflitos negativos de competência.

No dia 09 de março de 2005, o Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, ao apreciar o RE 438.639­MG, por expressiva maioria de nove votos contra dois, proclamou que, mesmo com o advento da Emenda Constitucional n° 45/2004 e com a nova redação do art. 114, a competência para processar e julgar contra as indenizatórias acidentárias movidas o empregador e fundadas no direito comum continua sendo da Justiça Estadual, pois há, relativamente a tais causas, assim como àquelas acidentárias fundadas no direito especial e movidas contra o INSS, expressa reserva de competência instituída ope constitutionis em favor da Justiça comum dos Estados-membros.

Imaginou-se então, que, ao assim se posicionar, o Excelso Pretório havia com presteza espancado a questão e apaziguado o debate.

Como bem afirmou na ocasião o Desembargador CELSO JOSÉ PIMENTEL, que abrilhanta o meu Tribunal, "o Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Por isso mesmo, a Constituição diz o que o Supremo diz que ela diz. Se o Supremo diz que a Constituição diz que a competência é da Justiça comum, assim é e ponto".

Deu-se, entretanto, que o Supremo se desdisse.

Com efeito, na sessão plenária de 29 de junho de 2005, ao apreciar o CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.204-1 MINAS GERAIS, o mesmo pretório Excelso empreendeu uma nova leitura da Constituição, para estabelecer, por unanimidade, que a competência para processar e julgar as indenizatórias acidentárias movidas contra o empregador e fundadas no direito comum é da Justiça Laboral.

E agora José?

Qual leitura prevalecerá, a velha ou a nova (empreendida, segundo teria dito o Ministro CELSO DE MELLO, à conta de um esforço de convencimento da comunidade universitária e da magistratura trabalhista, por intermédio de pareceres, memoriais e bate-papos)?

A indagação é pertinente, pois consta que o Ministro MARCO AURÉLIO DE MELLO teria afirmado sobre a necessidade de não haver açodamento para se editar a respeito uma Súmula vinculante, pois o cabimento desta, nesse novo entendimento, dependeria de uma avaliação decisões somente possível depois de reiteradas iguais, daí que se deveria esperar pelo julgamento de mais dois ou três processos semelhantes...

Por sua vez, o Ministro CARLOS AYRES BRITTO, relator vencido na primeira sessão plenária e relator vencedor na segunda, teria garantido que conseguira virar o jogo, sem, contudo garanti-lo findo, na altura em que representantes da magistratura trabalhista já comemoravam o que teria sido uma vitória incontestável da Justiça do Trabalho.

Sinceramente, fica a impressão que o Supremo não fechou a questão, continuando aberto a pareceres, memoriais e bate-papos para tornar, se o caso, à velha leitura do mesmo plenário que fez a nova. Com isso tudo, data venia, estamos no ponto em que a Constituição diz o que o Supremo por ora diz o que ela diz. E se o Supremo ora diz uma coisa, ora diz outra, não diz nada, nada espanca, não apazigua, nem me vincula, diga-se.

Deixa-me à vontade, então, para dizer o que penso, mesmo porque no limbo da competência e nas prateleiras do meu gabinete de trabalho não podem ficar as indenizatórias acidentárias que foram a mim distribuídas.

Destarte, e até que a vinculante à luz não venha, torno a esposar a minha posição, aliás, amparada por conhecido de nós todos parecer de lavra dos Professores Miguel Reale, Miguel Reale Junior e Judith Martins Costa.
Lembram os autores desse parecer, basicamente, que, da proposta original que resultou na Emenda Constitucional n° 45/2004, foi suprimido o texto que expressamente atribuía competência à Justiça do Trabalho para processar e julgar as ações decorrentes de acidentes de trabalho e doença profissional, "para dar vazão a que as ações relativas a acidente de trabalho continuem sendo julgadas na Justiça Estadual" (palavras da relatora da PEC, Deputada ZULAIÊ COBRA RIBEIRO) e, se o texto expresso foi suprimido, não pode ser inferido nem mesmo por analogia, do que remanesceu.

Resultaria do remanescente, à custa da aplicação dos métodos da interpretação sistemática e da preservação da unidade da Constituição, considerado o disposto no art. 109, I, e no art. 114, VI, i. a harmonia de manter o primeiro a competência da Justiça comum para as causas fundadas em acidente do trabalho, "pois de outra forma o teor desse inciso não teria sentido", haja vista que, se ele excepciona da competência federal as causas de falência, as de acidente de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho, faz-se a seguinte ilação com a clareza da lógica: "a menção expressa a causas de acidente de trabalho não encontraria justificativa caso compreendessem entre elas as de competência da Justiça do Trabalho, também explicitamente referidas. Foi necessário também excetuá-las porque atribuídas à Justiça Comum"; ii. O inciso VI do art. 114, relativo à indenização por dano decorrente da relação de trabalho, não compreende a indenização por dano moral e patrimonial fundada em acidente de trabalho por uma razão de ordem lógica: é que esse inciso fora introduzido no Projeto de Emenda Constitucional conjuntamente com o inciso suprimido (isto é, o antigo inciso IV) que expressamente se referia à competência da Justiça do Trabalho para julgar causas de acidente do trabalho. Havendo dois incisos para tratar de dois temas diversos é logicamente evidente que o atual inciso VI já naquela altura não se referia a causas relativas a acidente do trabalho, tendo objeto próprio diverso; iii. O antigo inciso IV, referente à competência para julgar causas relativas a acidente do trabalho, foi suprimido não por estar seu teor compreendido no inciso VI ora em comento: regulando outra matéria, sua supressão deveu-se à decisão acerca de inconveniência da sua permanência para o fim de atender à presteza na prestação jurisdicional; iiii. Não é admissível forçar, por interpretação alargadíssima e esdrúxula do inciso VI, a inclusão, em seu conteúdo, de matéria expressamente contida em inciso diverso cuja existência foi, além do mais, suprimida no processo legislativo; iiiii. O inciso VI, ao se referir "às ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho", está a mencionar os danos morais ou patrimoniais fundados em atos ilícitos, tais como assédio sexual, ofensas à honra, injúria, difamação e calúnia, acusação indevida do empregador reconhecida em sentença penal absolutória; exigência de atividades alheias à função de caráter desonroso; preconceitos em razão de sexo, raça ou crença religiosa; furto de que se é vítima no ambiente de trabalho; ressarcimento por danos causados por descontos indevidos sobre salário.

Há, sobretudo, lucidez nesse trabalho, além disso, capitaneado pelo mais velho ativo craque do Direito Brasileiro.

Por que não prestigiá-lo no jogo em curso, de tentos (em pareceres inspirados) que são celebrados numa República por assim dizer cada vez mais corintiana?

Diante do exposto, pelo meu voto eu preservava a competência da Justiça Comum Estadual para processar e julgar as causas relativas a indenizações por acidente do trabalho fundadas no direito comum.

PALMA BISSON Revisor

29 de março de 2006

60 Anos do Dia D - 2004


Em 2004 apresentei, como voluntário, algumas histórias a respeito da 2ª Guerra Mundial para jovens em idade escolar do Anglo em Jaboticabal, incluindo fotos tiradas durante visita às praias do desembarque no “dia D”, Normandia – França, justamente durante os festejos de 60 anos daquele episódio. Minha passagem foi registrada no boletim interno da escola, ora reproduzido.

Godspeed Marcos Pontes!!


Errei minha última postagem sobre o embarque do Tenente-Coronel Marcos Pontes na nave russa Soyuz. Ele vai ao espaço dentro de uma hora, com TV e tudo mais. A discussão sobre os benefícios da aventura está nos jornais. Após conhecer a história desse homem, como aconteceu comigo, é necessário dar a ele ao menos algum crédito. Vamos todos torcer pelo sucesso da missão, independentemente de nossos posicionamentos políticos.


Hi guys. I am the only one without uniform. LT Marcos Pontes is using the blue one. This picture was taken at Santa Cruz Air Force Base - Rio de Janeiro (RJ), while we meet each other for the 60 years party about Brazilian First Fight Squadron "Senta a Pua". Mr. Pontes are leaving our planet in a few hours.

Piemonte, Itália - 23.3.2006

Todos os vinhos degustados na WorldWine em 23 de março de 2006 eram tintos da região do Piemonte, na Itália. Estão aqui descritos com base nas fichas técnicas fornecidas e em ordem crescente de qualidade, sem desprezo algum pelo Dolcetto D´Alba... O último vinho, salvo engano, recebeu pontuação 97 da revista especializada "Wine Spectator" e foi presenteada aos integrantes da mesa (éramos 13) pelo aniversariante do dia, que por sinal é meu "xará". Aproveito para sugerir aos integrantes habituais das degustações a instalação da Confraria do Vinho de Jaboticabal, com fundação formal e prosseguimento nos moldes do que vi com os portugueses amigos em www.os5as8.com e www.copod3.blogspot.com . Tenho E-mail de quase todos, menos do Pedro e da Sonia, que saíram mais cedo. Bom, vamos aos vinhos. Não coloquei minhas notas e observações pessoais, mas os quatro primeiros honram a casa Marchesi di Baroso e o último, é um dos únicos Tre Bicchieri do Gambero Rosso, edição mais badalada no mundo sobre os vinhos italianos (ali avaliados com 1, 2 ou 3 tacinhas). Aos vinhos...


Dolcetto D'Alba Madonna di Como
Produtor: Marchesi di Barolo. Safra: 2002. Uva: Dolcetto. Graduação alcoólica: 13%. Cor: vermelho-rubi intenso. Aroma: fresco, particularmente frutado, frutas negras. Sabor: austero, com boa acidez, harmônico, taninos macios. Notas de degustação: não passa por maturação em carvalho, ideal para ser bebido jovem. Acompanhamento: antipastos e pratos à base de carnes ou massas. Temperatura der serviço: 16°C.


Barbera D' Alba Ruvei
Produtor: Marchesi di Barolo. Safra: 2003. Uva: Barbera. Graduação alcoólica: 13,5%. Cor: Vermelho-rubi intenso. Aroma: Fresco e fRutado, com toques de baunilha e avelãs torradas. Sabor: Bastante típico, vigoroso e harmonioso. Vinho de sabor quente e robusto. Notas de degustação: considerado um dos mais tradicionais vinhos piemonteses, o Barbera reina unânime como vinho de todo dia no norte da Itália. O Barbera Ruvei passa de 6 a 12 meses em barris de carvalho francês. Acompanha: carnes e queijos fortes. Temperatura de serviço: 18°C.


Pi Cit Langhe Nebbiolo DOC
Produtor: Marchesi di Barolo. Uva: 60% Cabernet Sauvignon e 40% Nebbiolo. Safra: 2000. Graduação Alcoólica: 14,5%. Cor: vermelho-rubi com reflexos violetas. Aroma: intenso bouquet de frutas, com predomínio de amoras, cerejas, avelãs torradas e leve toque de especiarias. Sabor: complexo e muito encorpado, consegue ser austero, suave e elegante ao mesmo tempo. Agradavelmente frutado encontra-se em perfeita harmonia com a madeira. Notas de degustação: as uvas são plantadas e cultivadas no coração da tradicional zona de produção do Barolo, selecionadas e colhidas a mão e colocadas em tanques com temperatura controlada onde inicia-se a fermentação. No fim de dezembro, após finalizada a fermentação malolática, o vinho é colocado em barris de carvalho francês de 225 litros, onde fica por 8 meses até ser engarrafado, no final de cada verão. Acompanha: Carnes vermelhas, e todos os tipos de assados e grelhados. Também excelente com queijo e caças. Temperatura de serviço: 18°C.


Barolo "Cannubi" 1998
Produtor: Marchesi di Barolo. Safra: 1998. Uva: 100% Nebbiolo. Graduação Alcoólica: 14,5%. Cor: vermelho-rubi com reflexos granada. Aroma: intenso e agradável, com toques de especiarias, baunilha, cacau e rosas; vinho com diferentes níveis de evolução aromática. Sabor: gosto pleno e elegante, com bom corpo, austero, com grandes sensações olfativas. Notas de degustação: envelhecimento em barricas de carvalho francês por 24 meses. As uvas procedentes da colina de Cannubi são vinificadas separadamente e só então são misturadas. Após o envelhecimento em barril segue mais 12 meses de envelhecimento em garrafa. Seu potencial de guarda varia de 10 a 20 anos, ou mais em safras excepcionais. Acompanha: carnes assadas e queijos fortes. Vinho de meditação. Temperatura de serviço: 18/20°C.


Barbaresco Rabajá 2001
Produtor: Bruno Rocca. Safra: 2001. Uva: 100% Nebbiolo. Graduação alcoólica: 14 %. Cor: vermelho-granada, intenso e profundo. Aroma: com sensações levemente doces, como baunilha e chocolate; repleto de notas de frutas vermelhas, especiarias e balsâmicas. Sabor: profundo e envolvente com taninos maduros e potentes. Vinho elegante, suntuoso com fantástico retrogosto. Notas de degustação: 80% da produção passa em barricas novas francesas do tipo Allier de média tostatura. Os outros 20% repousam em barricas francesas de 250 litros por 18 meses. O processo é finalizado com mais 12 meses na garrafa. Sua produção provém de exíguos 38 hectares, de vinhas que possuem idade entre 20 e 35 anos. Acompanha: todos tipos de carnes e pratos condimentados. Temperatura de serviço: 18/20°C.

PY2NY e o astronautra brasileiro!!


Na comemoração de sessenta anos da Aviação de Caça no Brasil, estivemos presentes, na Base Aérea de Santa Cruz - Rio de Janeiro. Temos um relacionamento maravilhoso com nossos ex-combatentes do primeiro Grupo de Aviação de Caça "Senta a Pua" e por ocasião das festividades, pudemos conversar rapidamente e tirar uma foto com o astronauta brasileiro que embarca ao espaço em alguns dias, Tenente Coronel Pontes. Vamos lá, vejamos a foto...

28 de março de 2006

Spargolo 1999

Há uma semana, experimentamos Spargolo Sangiovese di Toscana (I.G.T.), adquirido na WorldWine em Ribeirão Preto. A garrafa aberta era da safra 1999 e estava em perfeitas condições. Aguardou na adega em casa por dois meses. O histórico deste vinho segue-se, com tradução livre do próprio site da Famiglia Cecchi. Os vinhedos se estendem pelas colinas do Chianti Classico com altitude média de 270 metros e tem a máxima atenção em cada fase fenológica, com razão etária particularmente baixa. O estado sanitário das uvas é continuamente monitorado até a colheita, que é efetuada inteiramente a mão, emprestando mais alegria a este vinho tão exótico. A uva Sangiovese Toscano, depois de todas as atenções nos parreirais, é vinificada com técnica de trabalho que preve longa maceração durante a fermentação alcóolica primária. Após vinte dias, aproximadamente, se dá a vinificação, seguindo-se a fermentação malolática. Spargolo é envelhecido por doze meses em barricas e amadurecido em carvalho por mais quatorze meses. Buscando ulterior melhora organolética, a garrafa é ainda guardada por mais seis meses (no mínimo) nas caves subterrâneas da Famiglia Cecchi sob temperatura constante de 16°– 18° C. A cor é vermelha-rubi intensa, com reflexos que tendem ao granada com o envelhecimento. O perfume é intenso com notas típicas de baunilha e especiarias. O sabor é elegante, com grande corpo, prolongado, seco, com estrutura. Particularmente apreciado como vinho de meditação, harmoniza bem com carnes vermelhas ou caça. Ótima combinação com queijos picantes. Para exaltar o bouquet deste grande vinho, recomenda-se abrir a garrafa uma hora antes de servir. A temperatura ideal de conservação da garrafa oscila entre 16 e 18°C, e para serviço entre 18 e 20°C.

20 de março de 2006

(English) KT34XA Antenna



I had the following message at cq-contest reflector, and just in case, dropping answers on my personal blog. I will use this information on the future and can show for other great guys that need same help. I have no words to say THANK YOU for everybody at that reflector...

The Message:
WPX SSB is coming, and after two weekends working at my KLM KT34XA I am still lost, because it's impossible to put SWR in goodlevels. I changed all coaxial cables, connectors. WX0B help me to put 4:1 balun working ok after being full of water. Even that balun was changed and back again just for testing KLM balun - both working on the same way. Radio is working fine. But no way to change this SWR figure: 1:1 to 1:3 all 15 m band; 4:1 all 20m band; 5:1 all 10m band. Everything seems to be ok, but the antennawas at the top of the tower all the time - almost no space to work on it at the floor. The only good news is that I am 40 and miracle of the miracles) strong enough to climb 22m high tower 10 times at each Saturday - but I am really tired!! If you have any kind of sugestion, please use my personal E-mail. Thank you and see you soon... Vitor

1) NH7A
Try Towertalk
http://lists.contesting.com/mailman/listinfo/Towertalk When you measure the VSWR, are you doing this at the output of the balun? If you have an antenna analyzer, you can actually measure the impedance at the input as well as the output. You will not want to hear this, but one time I had similar readings. I found that I had a very tiny nick in the coax and over time water had gotten into the coax. I never really saw the nick, but water somehow got into the coax. Sometimes the VSWR was ok, then at other times it went away. On some bands it was ok, but others not so. You can avoid this mystery if you have measured the VSWR at the output/input to the balun. I actually replaced my balun after getting intermittent readings, only to find out this was unnecessary. I replaced the coax from the beam to the hard line that was at the base of the tower. I later opened up the coax and noticed the lovely blue color of the braid, which indicated moisture. On another KT34XA I also had similar readings when the phasing straps between the driven elements did not make good electrical contact with the T bar and balun. I now have two KT36XA antennas, and they are vastly superior mechanically to the KT34XA.
73, Albert, also NH7A, TO5A, TM5A, 6W1RY

2) K4XS
Check you continuity on all the elements... Especially the driven lements. Other problem could be there is water in the capacitor tubes. Bill K4XS

3) NM5G
You will likely get more feedback on TowerTalk. I would take the antenna down and fix/tune it at 5 meters. The resonance difference between 5 and 22 meters is usually about 10-15kc, moving up withelevation. 73, Keith NM5G

4) N2IC
I recently went through a similar experience converting a KT-34XA to a KT-36XA. To solve the problem, I first took the antenna down ad removed each element from the boom. I erected a temporary 15 foot tower so I could easily analyze each element. I measured the resonant frequency of each element using an impedance bridge at the center of the element (you could also use an antenna analyzer, etc.), and compared with previous measurements made by K6MYC, W4EF and K1KP on their XA's.
(http://www.dellroy.com/W4EF and http://lists.contesting.com/archives/html/Towertalk/2006-02/msg00199.html). Once you make the measurements, it should be easy to see which element(s) has the problem. In my case, I found that the Rear DE was resonant way too high in the band on 10 meters. I ended up lengthening the 10 meter linear loading strap until the resonant frequency fell into the right place, which solved my XA problem. Good luck! Steve, N2IC

5) EI6BT
I suspect your problem is being caused by corrosion at one or more of the aluminium joints. All metal to metal joints should be checked with an ohm meter and this will quickly tell where the problem joints are. I have had similar problems to yours on very many occasions and I am pretty confident that the problem can be fixed by locating the poor joints and cleaning them up. This will mean taking down the antenna from the tower to do the work. I hope you get it done In time to work us in WPX!!! Best 73’s Jerry, EI6BT & EI7M for WPX.
6) LA6FJA
I made a waterproof box and a new balun of Amidon 3pcs of T2-200 cores. my KT34XA works super after 5 years in KILLER mode :) Good Luck73 LA6FJA/KI4KJP.

17 de março de 2006

Saint Patrick's Day

Pois então, não é que fizemos uma pequena comemoração nesta data tipicamente irlandesa? O pessoal da Vara se reuniu ao redor das mesas de trabalho e tomamos algumas latas de cerveja preta Guinness, beliscando azeitonas, amêndoas salgadas e queijo. Levei o Ipod Nano 2 Giga e o "berço" JBL. Gastamos uns vinte minutos na confraternização, escutando as músicas típicas dos "pubs" irlandeses, todas do grupo "The Dubliners". Já está bom, não é? Todo mundo teve contato com a história do santo padroeiro da Irlanda e conheceu algo mais da cultura daquele país. Acho que dá para formalizar como o primeiro evento (embora pequeno) "St. Patrick's Day" na cidade de Jaboticabal.

10 de março de 2006

Mais uma garrafinha...


Hoje a noite, mais uma garrafa de vinho aberta. Um risoto de salmão com açafrão preparado pela Aninha e um vinho com bastante presença, poderoso, complexo, harmonioso, com tons de frutas pretas e especiarias, 14% alcool, 50% Grenache e 50% Syrah, do alto Rhone, safra 2000. Tonéis de carvalho francês por 14 meses. Avaliado pela Wine Spectator em 2002 com 87 pontos, conforme segue.
Louis Bernard: 2000 Côtes-du-Ventoux Grande Reserve
Wine Spectator — 9/15/2002. Score: 87 points. Lush and opulent, this full-bodied red is supple and generous, with ripe tannins and lots of black fruit. Chewy but balanced finish.