1 de setembro de 2017

7º Ribeirão Auto Collection – RAC

7º Ribeirão Auto Collection – RAC
Shopping Iguatemi, Ribeirão Preto, SP Brasil
25 a 27 de Agosto de 2017


Gratidão, reconhecimento e desculpas


Ao “Auto Mogiana”, reiteramos nosso reconhecimento pela organização do evento epigrafado, entendendo que a sétima edição tenha representado evolução em todos os números estatísticos. Foi a primeira vez que conseguimos levar nossas três raridades a um evento aberto em Ribeirão Preto, rodando com todas elas.

Jalmir Duete, sempre brincalhão e de bem com a vida, obrigado pelo carinho e atenção. José Parra, profissional e cuidadoso, agradecemos pelos arranjos. Marcella Costa, somos gratos pela divulgação do setor “Veículos Militares Antigos” nas mídias de seu acesso. Marcella Gago e seu vídeo de divulgação, com um bom pedaço de 'militaria', também somos gratos. Há ainda os anônimos, ou nem tanto, mas que recebem toda nossa gratidão nesta mensagem.

Capítulo especial deve ser dedicado a uma personagem essencial para quem apresenta veículos militares antigos em exposições, e a caráter. Trata-se da Senhora SOMBRA. Embora todos os automóveis mereçam também gozar das benesses dessa ilustre senhora, o fato de permanecermos bastante tempo ao lado das viaturas, trajando uniformes de época não exatamente 'fresquinhos', faz com que nossos pedidos de sombra demandem atendimento privilegiado.

Em 2016, mesmo com um guarda-sol, foi quase impossível sobreviver ao calor e intensidade do sol. Tudo isso mudou em 2017 e não temos como expressar textualmente, o quanto isto ajudou ao grupo dos 'olive-drab' presente no 7 RAC. Foi como passar da água para o vinho... Neste contexto, reforça-se nossa gratidão.

Do “Sexto RI”, grupo ribeiropretano de reencenação histórica, recebemos a visita de Eduardo Castro e seu Jeep Willys MB 1942 “Anezio” (em fase de restauração) para o sábado e domingo, e a companhia foi muito bem-vinda. Maru chegou no finalzinho, só para a carona...

Agradecemos aos fotógrafos em geral, mas em especial a João Silva (Carrossauro) de Monte Alto, Zequinha Gagliardi de Taquaritinga, Yamada-San do HOG Ribeirão Preto, Marcella Costa do Auto Mogiana e Marcella Gago do AutoClassic, Rio de Janeiro.


Passamos agora aos pedidos de desculpas.

Desculpamo-nos por ter descumprido uma 'quase-promessa', de conduzir ao evento ao menos seis viaturas históricas, incluindo um Jeep 1951 da Guerra da Coréia e um caminhão Canadense raríssimo, modelo CMP 1942, usado na Segunda Guerra Mundial. A vida é feita de imprevistos e os proprietários de ambos os veículos se viram as voltas, não por sua culpa, com problemas intransponíveis de ordem pessoal e mecânica. Esta situação certamente prejudicou os organizadores do RAC, mormente quanto ao espaço dedicado e 'não utilizado' pelo setor de militaria. Fizemos o possível para compensar a ausência dos veículos com criatividade e disposição, representando positivamente os sentimentos desses nossos colegas de 'pelotão'.

Desculpamo-nos se, porventura, parecemos rude num ou noutro momento, comportamento decorrente de uma semana anterior verdadeiramente estressante, com Desfile do Bicentenário em Araraquara no dia 22, Expo “Semana do Soldado” no Shopping Jaboticabal de 23 a 25, evento “Dia do Soldado” no Tiro de Guerra 02-018 em 25 pela manhã.

Os maiores deslizes devem ter se configurado, por exemplo, com a ausência da despedida – quando a movimentação das viaturas se inicia, é complicado parar. No entanto, a “Major” Ana parece ter colocado 'panos quentes' nesse meu desvio de conduta, ao ter cumprimentado o presidente do “Auto Mogiana” e sua senhora – estendemos tal gesto simbolicamente a todos os demais.

Faltou também mais tempo para transitar entre os veículos e amigos que já são tantos e tão assíduos aos encontros de mesma natureza; desculpem-nos todos. Por sorte e resultado do trabalho, fomos procurados por muita gente em busca de informação, não apenas da motomecanização militar, mas pela História do Brasil e do Mundo durante o flagelo que foi a Segunda Guerra Mundial. Isso nos ocupou bastante.

Por fim, um breve relato do que foi o 7 RAC para o “Pelotão Jaboticabalense de Viaturas Militares Antigas”.

Viaturas apresentadas históricas em perfeito funcionamento, rodaram sem problemas entre Jaboticabal-Iguatemi-Jaboticabal. Todas com placas pretas, certificadas pela Federação Brasileira de Veículos Antigos e com índices de originalidade variando entre 94 e 97%, integrando o acervo vivo de (a) CVMARJ Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro, (b) APVMA Associação Paulista de Veículos Militares Antigos, (c) ABPVM Associação Brasileira de Preservação de Veículos Militares, (d) MVPA Military Vehicle Preservation Association USA:

1) Dodge Weapons Carrier WC51 1944 “Aninha”;
O caminhãozinho de dois eixos desta vez foi exibido sem as capotas de lona na traseira ou cabine, que precisam de reforma. Motor seis cilindros, Continental, gasolina.

2) Jeep Willys MB 1942 “Belinha”;
Este é o “carro-chefe” da exposição, primeira viatura recebida em nossa casa, em junho de 2011 e nomeada “Belinha” em homenagem ao veterano ‘pracinha’ Rubens de Stéfani (já falecido); é o nome de sua esposa. Motor quatro cilindros, Go-Devil, gasolina. Estava com a “Summer Top” de lona desgastada, que ajudou contra o sol na ida e na volta.

3) Moto Harley-Davidson WLA 1944 “Maryline”.
Ao contrário das outras duas viaturas, não está caracterizada como “Força Expedicionária Brasileira”. Sua pintura remete a unidades americanas da Segunda Guerra Mundial – U S Army. Motor clássico de dois cilindros em V 45 graus, gasolina, 750 cc.

O Jeep Willys MB 1942 “Anezio”, é de Ribeirão Preto, pertence a Eduardo Castro, em processo de recuperação.


25 de Agosto de 2017 - Sexta-Feira

Após encerrar presença na solenidade de “Dia do Soldado” no Tiro de Guerra em Jaboticabal, por volta de 09h30min, a Dodge seguiu até a Cerâmica Stéfani. Hugo, filho do falecido 'pracinha' da FEB Rubens de Stéfani (desmontava minas terrestres na Guerra), ofereceu-se para conduzi-la a Ribeirão Preto na mesma tarde, e assim o fez, deixando-a para pernoite na Concessionária STECAR.
A noite, após 22h00min, a exposição no Shopping Jaboticabal em homenagem ao centenário do Tiro de Guerra local, foi encerrada. O Jeep e a Harley-Davidson foram deslocadas de volta para casa e preparadas para o 'longo' percurso do dia seguinte.
O leito conjugal nos convenceu ao repouso por volta de 02h00min, já com malas prontas e Jeep carregado.


26 de Agosto de 2017 – Sábado

Alvorada as 05h45min, desobstrução da garagem, retirada das viaturas para a rua, 'check' final, uniformes:

Ana em vestido de algodão padrão listradinho branco e marrom claro, tecido conhecido como “anarruga”, cobertura, sapato marrom de época, tudo réplica fiel do que era usado dentro dos hospitais. Agasalhada com uma capa de lã verde desgastada, original, com 75 anos.

- Vitor com uniforme M43 brim cáqui de Tenente-Coronel USA, em réplica, que equipou os paraquedistas americanos nos desembarques do Dia-D em 06.6.1944, inclusive o 'bibico' na cabeça e a famosa bota “corcoran”. Camiseta branca, suspensórios de algodão. O 'brevet' em metal na jaqueta é original “Sterling” da época da Guerra.

Saída 06h50min, velocidade média de 60 km/hora, temperatura aproximada de 12 graus, uma parada de 10min logo após o pedágio de Sertãozinho.

Chegada 08h30min, estacionamento, distribuição das viaturas, arrancamos os agasalhos (o sol já esquentava), táxi até a STECAR, resgate da Dodge às 09h15min, condução de retorno ao Shopping Iguatemi.

Durante o dia, a Dodge foi sendo movida a medida em que chegaram outros Jeeps mais modernos, e pela ausência do Jeep 1951 e o CMP 1942, que eram esperados e não se apresentaram. A tarde, a Harley-Davidson teve que ser 'espremida' entre os dois Jeeps, para acomodar um calhambeque 1936 na ala competente. A sombra foi nossa “melhor amiga”.

Seguimos para o Hotel por volta de 19h00min, e voltamos para o jantar no Coco Bambu, fechando a noite, e quase 'mortos'.


27 de Agosto de 2017 - Domingo

Alvorada 08h00min – uau! O 'duffel bag' ou saco de viagem ficou cheio novamente, com o princípio do fim, ou seja, o último dia de RAC. Café da manhã, 'check-out' e táxi novamente, para o Iguatemi.

Para uniformes, optamos pelo “coverall” (macacão) em tecido HBT (semelhante ao brim) verde. Réplicas.

Para as mulheres, eram utilizados no atendimento de primeiros socorros aos soldados feridos, próximo a frente de batalha. Ana usou um 'bibico' com uma estrela, identificando se tratar de uma suboficial.

Homens usavam o “coverall” em diversas situações, inclusive para mecânicos, motoristas, intendência, e mesmo combate. O cinto em algodão com os suspensórios M1936 e acessórios, incluindo o coldre para pistola (única peça original da composição), e cantil. “Bibico” em lã fina, escura, com três estrelas em metal, identificando a patente de 'capitão'.

Durante todo o domingo, conversamos com muita gente, inclusive amigos de longa data e aqueles novos, descobertos no Evento. A temperatura mais uma vez subiu a níveis insuportáveis e a cerveja foi consumida com parcimônia, posto que o retorno pelo asfalto estava previsto para 15h00min.

Hugo de Stéfani chegou de Jaboticabal com o nosso mecânico de confiança Oswaldo (Oficina Santo Antônio Jaboticabal). Almoçaram e Oswaldo foi-se embora com o carro 'normal' de Hugo.

Por volta de 15h30min esvaziamos o espaço destinado às viaturas militares históricas, parando no Posto Fiuzza, em frente ao Iguatemi, para abastecimento. A temperatura já estava na casa de 35 graus Celsius, verdadeira ameaça para a saúde humana e dos veículos septuagenários.

Após duas horas de viagem, com duas paradas, a jornada se encerrou em Jaboticabal. Estacionadas as viaturas, é aguardar agora o Sete de Setembro.

O Desfile acontecerá na Rua Rui Barbosa em Jaboticabal, com a presença do Pires (98 anos) da Defesa de Litoral e Fernando de Noronha, e Marino (97 anos), Herói das Batalhas de Montese e Monte Castelo em 1945. Início 08h45min a partir do Ginásio de Esportes em Jaboticabal.

In memoriam’ de Zito, Hugo Correa, Mottinha e Leme.

Até 2018…

A Cobra continua fumando !!