12 de dezembro de 2009

Major Elza (FEB)

Foi-se Elza, para a companhia de outros pracinhas brasileiros da Segunda Guerra Mundial. A Folha de São Paulo publicou no sábado, 12.12.2009. Veio-me à memória o Brigadeiro Rui Moreira Lima, do Senta a Pua, e outros heróis renegados pelo país. Gente que se dispôs, sem patriotada, a lutar na Guerra e que, indiretamente, contribuiu para a mudança do regime no Brasil. Procurem (não achei até hoje) o documentário "E a cobra fumou", e verão Elza. Vale a pena. Pessoas com valores que já não existem mais... Adeus Elza.
 

 
ELZA CANSANÇÃO MEDEIROS (1921-2009)

A primeira a se dispor a enfrentar os alemães

BRUNO CUNHA

"Eu queria brigar contra o alemão." Era assim que a major Elza Cansanção Medeiros justificava ter sido a primeira voluntária do país a se apresentar na diretoria de saúde do Exército para entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Tinha à época 19 anos.
Carioca, ingressou no Exército como praça, em 1944. Em 1976, foi promovida a major.
Ela se apresentou para a guerra no dia 18 de abril de 1943. Já na Itália, em Livorno, foi designada como enfermeira chefe do local onde atuou o maior grupo de enfermeiras brasileiras. Em sua folha de alterações na Itália, constam apenas elogios pela atuação e também pela fluência em cinco idiomas.
Elza participou da Guerra da Coreia. Foi também a primeira voluntária do serviço de doadores de sangue da Cruz Vermelha Brasileira.
A major também foi escritora e escultora. Como artista plástica, esculpiu bustos de grandes personalidades e os doou às praças públicas.
Como escritora, publicou livros como "Nas Barbas do Tedesco", "E Foi Assim que a Cobra Fumou" e Dicionário de Alagoanês", entre outros.
Era integrante da Academia de Letras da capital alagoana, terra de seus pais.
Considerada a mulher mais condecorada do Brasil, com 42 medalhas, Elza morreu no Rio, aos 88 anos. Foi hospitalizada após sofrer uma fratura no fêmur. Morreu na terça-feira em decorrência de falência múltipla dos órgãos.
O corpo da major foi cremado ontem, às 9h15, no Cemitério do Caju, no Rio.

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